vendredi 3 avril 2009

sobre vingança

1. Oldboy

2. O Conde de Monte Cristo

3. Lady Vingança

4. Kill Bill

Vivez Le Mutant Folie




"...dizem que sou louco por pensar assim
que sou muito louco por eu ser feliz
mas louco é quem me diz que não é feliz, não é feliz.

Se eles são bonitos, eu sou Alain Delon
se eles são famosos, I'm Rolling Stone
mas louco é quem em diz que não é feliz, não é feliz

Se eles tem tres carros, eu posso voar
mas louco é quem me diz que não é feliz, eu sou FELIZ...."

jeudi 2 avril 2009

Sem delongas dessa vez


Eu tava numa boa, preparando um sanduíche. Daqueles com alface, pedacinhos de frango vegetariano, gergelim, espinafre, tudo o que tivesse na geladeira - e olha que nem era muita coisa. Fim do mês, época de fazer supermercado. Ia me acomodar no sofá pra ver o resto de um filme qualquer quando bateram na porta. Sempre batem na porta na hora menos apropriada, é sempre assim. Você tira um dia pra se dedicar a comer e ver tevê, não dá outra: eles adivinham e resolvem vir te incomodar. Pensei em fingir que não estava, mas esse tipo de gente não se engana: bateram mais forte. Merda, eu só queria comer em paz...

Larguei o sanduíche em cima da mesinha do centro, num lugar que achei entre um sapato e a caixa do yakisoba que eu tinha comido uns dias antes. Tinha que lembrar de tirar aquilo dali, já tava começando a cheirar mal. Abri a porta. Nem me olhou na cara, foi entrando, sentando no sofá. Fez um carinho no Hugão. Maldito cachorro, acha que todo mundo é dono e já vai se engraçando na perna de quem aparecer. Nem liguei, eu já tava pensando em me livrar dele mesmo. Fechei a porta devagar.

- O que é que você quer dessa vez?

A indiferença foi tão grande que um minuto depois eu ainda tava me perguntando se realmente tinha dito algo. Na dúvida, repeti.

- Ei, o que é que você veio fazer aqui?
Dessa vez ela me olhou. Mas não disse nada. Levantou, foi até a geladeira e pegou uma garrafa de Coca. Procurou um copo no armário, mas estavam todos sujos. Pensei em dizer que a empregada só vinha amanhã, porque hoje era feriado, mas ela deu um gole no gargalo mesmo e eu resolvi ficar quieto. Sentou no sofá de novo, pôs o Hugão no colo. Nojenta, pensei. Não gosto do cachorro em cima do sofá. Trocou de canal e pegou meu sanduíche. Numa mordida foi quase metade. Caiu um pedaço de frango no chão, o Hugo foi logo buscar, lambendo a maionese que tinha ficado no carpete. Resolvi arriscar:

- Sabe, eu tinha pensado em ...

Nem deu tempo de terminar. Ela largou o controle na mesinha, tirou um revólver do bolso da jaqueta e me deu um tiro na testa. Atirou em mim. Me matou e na frente do cachorro. Atirou em mim. Engoliu o resto do sanduíche, desligou a tevê e saiu.

E EU SÓ QUERIA COMER EM PAZ..

Hey There Deveria Ser Bye THere


Di Sere Nere

Tenho dúvidas cruéis quanto a você. Não sobre as atitudes, mas sobre a sua existência. Ela já me parecia irreal quando aquela noite me pegou de surpresa e aos poucos me consumiu.

Agora, depois de tantas Janelas abertas e fechadas, de tanta tristeza guardada em caminhadas, de tantos nós na garganta (os quais ainda existem, não há coração que consiga desatar) essa delicadeza bruta que me acompanha e que me parece ainda mais inatingível. Aliás, confesso nem saber se ainda me acompanha essa delicadeza bruta, abominável de alguns dias, mas se acompanha, não faças mais, que ficas ainda mais bonito por fazer e se quizeres voltar, volta não.

Mas não é disso que se trata, e sim da sua inexistência. Cheguei a ela depois de pensar e pensar e discutir comigo mesmo sobre como suas atitudes são coisas de outro mundo, e sobre como esse cuidado excessivo que dedicavas a mim ultrapassava em muito a barreira do humano. Da mesma maneira, a tristeza sombria que te tomava os olhos quando lembrava que não, não vivi metade do que me querias que tivesse, e te culpavas por isso e te castigavas sem saber, e me perdia. É uma quantidade de amor que atinge o sublime, sem a menor dúvida de erro. Não falta amor, nunca faltou, falta a harmonia de tempos diferentes, quase opostos, que conviviam graças a empurrões desconhecidos que nos mantinham nos trilhos nos primeiros meses.

Já ouvi mais de uma vez coisas do tipo "a metade certa da laranja", portanto que esperemos a laranja deixar de ser verde para tirar dali alguma coisa. Não tenho medo da breguice quando te escrevo. A breguice sempre foi minha amiga, tua também, responsável por pulseiras hippies compradas as pressas, ou coisas assim.
Teu amor engolia o mundo - e eu me aconchegava, oferecendo tudo de cru que tenho aqui, porque o que é cru é o melhor da vida, e pra ti só dedicavas meu melhor. "Aguenta", pensava eu, um dia terás o prazer de ter tua existência. Aguentava, firme, amante.

Querendo salvar acima de água ou de fogo. Salvaste, sem dúvidas, essa tua existência-não-real que me faz ver que talvez seja eu real demais, e que é isso que precisamos entender antes de partir. Mas partirei contigo, porque como nós nunca houve. E tu, que me permita ser irreal da mesma forma, te prometo manter aqui meu cru e meu inteiro - porque tudo foi, e foi só para ti.

Cores de Uma Vida


Para redecorar teu dentro, precisas organizar teus dotes; por cor primeiro, porque tamanho nunca fora bom medidor.
Precisas pôr os vermelhos nos lugares mais visíveis, porque se passarem muito tempo trancafiados, hão de explodir. Vermelhos precisam de ocupações diárias, jamais servirão como adorno-só.
Depois, podes deixar os lilazes, que é pra dar o equilíbrio. Lilazes não precisam ter ocupação, mas devem estar visíveis, sempre - lilazes são carentes e precisam ser valorizados. O olhar da saudade instantânea, de roxo-leve, magenta azulado, tons de sabor.
O branco tu deixas no teto, e só no teto, porque o branco não admite ser deixado por baixo; acredita que prevalecerá em cada final que houver.
Teu verde... ah, teu verde. esse deixas em um ou dois lugares, mas em pequena quantidade; o verde é aquela dor-de-esperar que manténs sempre aí, mas escondida. Não se pode percebê-lo muito, ou tudo vai por água abaixo. O verde tem que haver, mas escondido dos olhos, é preciso que exista, mas não se pode perceber.
O amarelo entra todo dia sem que precises tomar conta. o amarelo vem sozinho pelas frestas, pelos buracos, pelas falhas que tens aí - te ajuda a pesar menos, te diminui da densidade, te flutua outras cores. Deixa o amarelo, mas não permita que tome conta - ou tudo parecerá sempre outros tempos que não esses.
Pretas serão as cores de contorno e os contrastes de teu dentro (jamais as sombras, sombras não vão haver, não podem nunca, não dou permissão) e o fundo dos eventuais olhos que virão a passeio.
Teu azul, tu dissolves, dissolves todo como em aquarela, e aplica de leve uma pincelada em cada outra pra deixar de tudo um completo. O azul é preciso em cada parte, para se lembrar que é o azul que te cresce, é tua dor que te lança, é teu ardor que te aumenta.
Que falte vermelho um dia, ou preto no outro, mas teu azul não há de faltar; teu mundo te garante dele, teus olhos o encontram, teu dentro o absorve, mexido, diluído, intrínseco


para tudo, teu maior

Narciso II


Eu não sei o que o meu corpo abriga nessas noites quentes de verão. Respirar de peito aberto é uma batalha a ser vencida dia após dia, com os olhos livres de buscas pelas verdades absolutas que nunca salvaram ninguém de pouca fé.
Carrego em mim a culpa condensada de ser a responsável por noventa por cento de tudo aquilo que condeno; e a esperança infantil do dia de cores fortes que haverá de trazer algodões-doces de mudança. Há também a calmaria do coração quando me vejo frente a uma compreensão que me faz inumano, inacabado, indestrutível, e a tormenta aguda que me dói apática quando sinto vivo aqui cada sentimento novo - sincero, puro, cru - e que me faz intenso, inteiro, impulso.
Sinto cada vez mais forte o cheiro doce da simplicidade que me chega à porta munida de dimensões que vi uma vez, mas que jamais esqueço; por vezes, entrego-me à preguiça, atrás de qualquer desculpa esfarrapada, e me deixo consumir cada pêlo, pele, parte, por um sol que acabei de conhecer, mas que sou íntimo.
Do amor: quero fundo e todo, quero criá-lo aqui com o cuidado de um pai que acabou de carregar nos braços o filho recém nascido - sou todo e inteiro dos amores e amigos que escolho meus, mesmo que não os tenham escolhido. Não me dou à senhora tristeza de guardar meus amores e amigos mesmo que estes tenham de percorrer o mundo e retornar a mim; sou provedoro, apenas, encarando de queixo alto consequências eventuais.
Da tristeza: deixo vir com a condição de que venha em chamas, tudo que é tem de ser em todo. Não me esquivo do caráter Carpe Diem de tudo ou nunca mais, porque há de ser vivo vez ou outra.
Da coragem: vejo sempre dois ou três passos adiante; não tão perto a ponto de alcançar, não tão longe que possa desistir.
Da febre: sem ela nao sou.
Das lágrimas: saudades doídas do sal que endureceu.
Do futuro: parto aos poucos a brisa da vontade, pra quando o verão nascer, pra quando chegar a hora.

Narciso


Não me dou com gente burra, não ignorante, burra mesmo. Gente que não sabe aproveitar o que tem, gente que se esconde, gente que tem medo do que é novo.
Não sou de pré-conceitos, mas isso não impede que eu tenha opiniões. Não me dou com tecnologia; acho incrível de ser usado mas estudá-la não é meu forte.
Disseram que intimido as pessoas, que roubo amigos e atenção alheia, pois bem as pessoas falam demais. Dizem maçã cura a ressaca!!
Não quero conhecer chico buarque. Fico triste andando sozinho mais gosto. Não falo de mim pra ninguém. Nunca fui acostumado a ser tratado como príncipe; alguém resolveu fazer isso e me perdi....
....Meu histórico é cheio de projetos largados pela metade portanto não tenho idéia de uma coisa e sim de várias. Não sei quem foram vários grandes nomes. Não sei nenhuma regra de gramática, escrevo por impulso. Não quero fazer a diferente, eu sou a mesma coisa.
As pessoas têm impressões muito erradas, As pessoas são chatas. Ainda lembro de você quando escuto aquela música do The Fray. Prefiro Blue Moon na voz de Ella Fitzgerald, Luis Miguel e Bigode de Ouro na da minha avó. Consigo compreender e apoiar a idéia de que tudo é passageiro e ao mesmo tempo permanente e válido assim mesmo. Minha idéia de traição é bastante particular.
O Perfume de flores do campo que você me deu agradou muito mais do que poderiam dúzias de cavalos. Scarlett carson são mais bonitos. Acho perfeito mulheres de salto. Acredito que mulheres bem arrumadas são mais inteligentes. Aprendi a ler com a Bíblia.
O amor nos tempos do cólera mudou minha percepção de mundo; a tempestade de areia em enseada também. Mudo e não tenho problemas com isso; uma vez, alguém me convenceu de que tudo é alcançável por isso viajo em dezembro pra voltar em março, mas hoje, não tem nada aqui com forças suficientes pra me fazer querer voltar.

mardi 31 mars 2009

O Bom de Perguntar



- qual o tamanho do céu?
- não sei. acho que não tem tamanho. não dá pra medir.
- qual o tamanho da lua?
- a lua é grande. dá pra ver daqui. mas é bem menor que o céu.
- como você sabe?
- eu volto pra casa triste todas as noites, sozinho. Quando é dia eu não fico triste mas à noite, acho que é porque eu presto mais atenção no caminho. Quando eu tô em um lugar que é não movimentado, depois que eu me despeço das pessoas, a noite parece maior.
- maior do que o quê?
- maior do que eu.
- você não é tão grande.
- durante o dia não, mas a noite eu penso que sou.



- qual o tamanho do céu?- qual céu?
- o céu, ué.
- não sei. que pergunta mais besta.
- é que me disseram que o céu não tem fim.
- claro que tem. mas a gente não chegou nele ainda.
- algum dia a gente vai chegar?
- claro que sim. já chegamos na lua, em marte, descobrimos vários planetas novos. algum dia, vamos descobrir todos. e dominar todos também.
- e depois?
- depois o quê?
- o que acontece depois?
- sei lá, ué. depois acabou.




- qual o tamanho do céu?
- não sei o tamanho do céu.
- não quer saber?
- não.
- por que?
- acho que tem coisas que não devemos saber.
- por exemplo?
- por exemplo o tamanho do céu. por exemplo, o que as crianças pensam. como se mata a saudade. pra quê existem as lágrimas. o que é que o coração quer. essas coisas.
- não seria mais fácil se soubesse?
- ninguém quer que as coisas sejam fáceis.
- eu quero.
- não quer, não.
- é que se for muito fácil, acaba logo.
- é que se for muito fácil, todo mundo faria. se eu soubesse o tamanho do céu, eu teria dito. e você teria aprendido e ido embora. e eu teria te visto partir. se eu soubesse o tamanho do céu, não estaria aqui agora vendo nos seus olhos, tão de perto, essa curiosidade pura e infantil. se eu soubesse o tamanho do céu, não poderia te amar tanto.
- se eu soubesse o tamanho do céu, te convidava pra um passeio.
- se eu soubesse o tamanho do céu, eu nunca te contaria.

but now I've found the velvet sun that shines on me 'nd you

Te disse que entrava um fio-de-sol pela janela, mas não quis me escutar. O fio não tinha nome nem corpo mas sabia fazer os braços arrepiarem, assim, fazia tanto tempo que....
....do que é que a gente precisa pra se sentir vivo? ele perguntou, mas eu fiquei quieto, como se soubesse a resposta mas não quisesse contar. No fundo, eu mal prestava atenção, é que o sol fazia um desenho engraçado nos meus cabelos, e eu olhei e achei parecido com um filme que vi fazia um tempo. Era sobre um menino que tinha ficado pálida de tanta angústia que ele guardava, aí ele resolveu sair e conhecer o mundo.

Engraçado como as melhores decisões são tomadas nas horas de maior desespero. O fio de sol tornou a me perguntar baixinho, o que eu ia querer comer; já fazia tempo que o mundo girava lá do lado de fora, mas eu nem percebi. Sabe o que eu tenho aqui? Um grande e fundo poço preto, preto não, azul escuro, e ele nem dói, parece que nem pra isso presta, ele só serve pra me tragar, e ele traga tão fundo, como se não fosse devolver nunca mais tudo isso que ele traga, as cores, as dores, meus cabelos, e isso me deixa triste, triste, como quando eu vejo uma criança com fome na rua ou quando o céu raia cor-de-lis, eu quis dizer, mas senti como se ninguém não fosse ouvir e então fiquei parado. Eu me debati um pouquinho com o lençol e dei risada de tão bagunçado estava tudo, engraçado, lá fora as coisas pareciam em perfeita ordem, mas lugar, com aquele raio de sol a entrar pela janela tudo parecia, parecia....
....enquanto pisquei eu pensei em um milhão de fotos e coisas que eu tinha pra dizer ou pra fazer durante a manhã, antes que chegasse o dia 22, mas me deu uma canseira tão pesada que eu só consegui suspirar. Ele olhou e disse Você tá tão quieto hoje, tudo bem? Pensei que se eu tava quieto não devia estar tudo bem, que eu já não sabia apontar onde ficava o meu coração porque eu tinha a impressão que ele havia se diluído pelo corpo todo e perdido a essência e não fazia mais nada a não ser vagar pelas veias todas sem saber direito pra onde ir, coitado, não foi pra isso que nasceu, e essa coisa diluída de não saber o caminho transformava tudo em um grande emaranhado de coisas que não poderiam estar no lugar certo, mas não falei isso, não, falei só que estava tudo bem e que precisava ir trabalhar; no caminho do trabalho não tinha flor nenhuma, já faz uns dias que a primavera começou.

Enluar

Quando a vodka já não é suficiente, o céu escuro obriga a pensar. uma dose seca, quente, ácida, seria mais funcional - mas se há agum momento em que a mente decide no que é que há de se pensar, esse momento é aquele dos pequenos pontos de luz, do vento frio, de quando boa parte da gente que é normal é recolhida à cama, adormecida, confortada depois de uns dias que têm durado tantas horas, e só quem sobra é aquela outra gente, que vive da noite, que vive aos pedaços, aquela gente da insônia, das luzes baixas, do vinho e do jazz, ou do cinzeiro-sambinha-e-cerveja, apenas.
Quando a vodka já não é suficiente, é preciso aquele pensar que vai por onde quer: é certo, quase sempre caminhos já conhecidos, mas com um pouco de sorte se apega a algum atalho ou trilha bruta e de repente o todo se dispersa onde é possível dispersar. dali, de um dos poucos lugares onde o previsível é errôneo e as cores têm cheiro de pólvora, dali bem sabe que ninguém escapa imune, não é tempo de chão, não há virgens eternos.
E quando o tempo é esse, tempo de ventar apenas, tempo não de vodka, mas de lua, não se adianta escrever, que nada prestará, nada fará sentido algum. obrigatório apenas apertar os olhos, procurar um foco - mas não sem antes soprar as nuvens do céu inteiro.

vendredi 20 mars 2009

Nossas Rosas



"Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que fez tua rosa tão importante... não foi tempo perdido...Vou-te contar um segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos." - Saint Exupéry




Somos mesmo responsáveis por aquilo que cativamos? Hoje me deparei com essa história do princípe e da raposa e fiquei refletindo, não sei até que ponto é benéfico sermos responsáveis por alguém? É uma enorme responsabilidade cativar alguém e se sentir responsável por ela. Cativar família é ótimo, pois estaremos sempre perto. Mas e os amigos, namorada(o)? E se nos distanciarmos devido ao destino - o tempo? Acho que Saint Exupéry quis dizer é que devemos criar laços com uma pessoa, pois num mundo selvagem e de competição, uma demonstração de carinho é enorme perto de tantas atrocidades e inveja que permeiam esse Planeta de Gigantes.


Shakespeare disse uma vez: "Que há num simples nome? O que chamamos rosa, sob uma outra designação teria igual perfume."


Vou lhes contar um segredo, o meu segredo: Sim, somos sempre responsáveis por aquilo que cativamos, principalmente pelo seu perfume - os momentos que passamos com tais pessoas. Portanto eu declaro que sim, somos responsáveis, essencialmente pelo vinculo que CULTIVAMOS uns com os outros; somente não podemos nos tornar ou deixar que as pessoas se tornem "escravos voluntários", se é que me entendem.




"Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo pra mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo..." - Fala da Raposa ao Pequeno Príncipe.


jeudi 19 mars 2009

1º Dia - A Tentação É Forte

Sempre acreditei que se alguém quisesse parar de fumar, bastava querer. Para mim, a força de vontade conseguia ser maior que o vício e o que faltava em quem não conseguia largar o cigarro era querer de verdade se ver livre daquilo.
Desde que me entendo por gente bebo mais Coca-Cola do que água. Havia me tornado um cocólatra, um viciado logo nos primeiros anos de minha pré-adolescencia - aos 10 anos + ou -. Apesar do termo pesado - viciado - nunca vi nada de ruim nesse hábito mas que junto de uma má alimentação formava meu cardápio diário. Havia também o problema da descalcificação nos ossos que a Coca resulta, mas acreditava que a quantidade de Nescau que eu tomava era o suficiente para balancear isso.
O único problema real eram os gastos. Coca é a bebida com o preço mais volátil que existe. Você pode encontrá-la por menos de um real no supermercado, mas paga R$ 4,00 em algum vendedor ambulante durante um show. Como eu só bebia socialmente - refeições e quando saía com amigos - não sentia tanto no bolso, mas após brigar com o pessoal que entrega água na minha casa, fiquei um mês bebendo apenas o líquido preto da felicidade. Fui feliz por 30 dias e, quando fui ver minhas finanças, estava quebrado. Como por intervenção divina, cheguei na casa do Luiz , outro viciado que me propôs: "Rapaz, vamos ficar 40 dias sem tomar Coca? Tipo desintoxicação. Topa?". Na hora a proposta parecia bacana, afinal, como eu sempre acreditei, para largar o vício bastava querer e eu me julguei capaz. Então Luiz, arthur e eu, os maiores viciados em Coca-Cola do Brasil, decidimos ficar sem beber nenhum tipo de refrigerante.
Foi a coisa mais masoquista que eu fiz na minha vida desde que eu tinha 10 anos e deixava abelhas me ferrarem nos dedos; nunca pensei que seria tão duro sobreviver sem Coca. Para os outros talvez esteja sendo mais fácil, já que bebem outras coisas, como chá, H2O e outras porcarias que nunca olhávamos até semana passada. Já tentei tomar essas coisas alternativas, mas nada me agradou. A única coisa que consigo beber é suco. O problema é que eu nunca acho essa mérda gelada e, quando encontro, custa quase cincão.
E foi nessa batalha por um suco gelado e barato que comecei a quaresma de Coca. Meus amigos pediram para eu encontrá-los na Praça e, enquanto os esperava, decidi comer algo. Fiquei 40 minutos andando por entre todas as gôndolas e não achei uma bosta de suco gelado. Nada. Só Coca.
Ali estava ela. Dois litros de pura beleza e tentação, suadinha pra mim. A tentação era forte. Tão forte quanto minha fome e ainda mais que a minha sede. A tia do lanche abriu o Isopor com os liquidos gasosos e segurou a garrafa. Sensualmente gelada. Eu estava sozinho, poderia tomá-la e ninguém saberia. Poderia dizer que continuava com minha abstinência e todos ficariam felizes.
Era isso que dizia o diabinho em meu ombro, mas o anjo do outro lado me alertava. Se eu fizesse aquilo, eu teria de ficar com a mancha negra - tão negra quanto aquela bebida que eu desejava - do pecado em minha consciência. Lembrei-me de um pastor louco que se vê gritando no meio da rua nos alertando sobre o fim dos tempos, que dizia que o pecado anda lado a lado com o prazer para o Inferno. Aquilo não tinha nada a ver com a situação, mas serviu para desviar a atenção do hipnótico canto da serei Coca-Cola. Disse não a tia e ela imediatamente pôs a Morena Sensual de volta no Isopor, saí da Praça sem comer e beber nada.
Cheguei em casa quatro horas depois e comi um cachorro-quente com água. Foi quando vi o quão duro seriam os próximos 39 dias.

a Quaresma da Coca / 40 dias sem Coca

Sou viciado em Coca-Cola. Isso não é mistério para ninguém. Viciado ao ponto de não conseguir beber outro refrigerante - não com o mesmo prazer.

Eu e mais dois amigos viciados decidimos então ficar 40 dias sem pôr uma gota sequer de Coca na boca. Nem Coca nem qualquer outro refrigerante.

É triste. É doloroso. É engraçado.

Cativa-me por favor


Le Petit Prince, conhecido como O Principezinho em Portugal e O Pequeno Príncipe no Brasil , é um romance de Antoine de Saint-Exupéry publicado em 1943 nos Estados Unidos. A princípio, aparentando ser um livro para crianças, tem um grande teor poético e filosófico. Através de imagens simbólicas, as passagens de ordem temporal, na vida do autor, estão ali presentes: casamento/separação, profissões, sonhos, decepções. Os dois personagens tornam-se representações do próprio Saint-Exupéry, em um monólogo interior entre o "eu" e o "outro".

Por meio de uma narrativa poética, o livro apresenta uma visão de mundo e mergulha no próprio inconsciente, reencontrando a criança de cada um de nós."


- Que quer dizer cativar?
- É algo quase sempre esquecido, significa criar laços... criar laços???
- É, se tu me cativas teremos necessidade um do outro, serás para mim único no mundo. Se tu me cativas minha vida será como cheia de sol...os teus passos me chamarão para fora da toca, como se fosse música... A GENTE SÓ CONHECE BEM AS COISAS QUE CATIVOU...
- Que é preciso fazer???
- É preciso ser paciente. Cada dia te sentarás um pouco mais perto...E assim, se tu vens as 4 da tarde, desde as 3 começarei a ser feliz, as 4, então, estarei inquieta e agitada, descobrirei o preço da felicidade...Eis o meu segredo, só se vê bem com o coração: o essencial é invisível aos olhos... Foi o tempo que dedicaste a tua rosa que fez tua rosa tão importantes... os homens esqueceram essa verdade, mas tu não a deves esquecer, tu te tornas ETERNAMENTE responsável por aquilo que cativas..."

E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho que se voltou mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita.
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o príncipe, estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpa, disse o principezinho. Após uma reflexão, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar" ?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro amigos, disse. Que quer dizer cativar?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços"...
- Criar laços?
- Exatamente,disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens necessidade de mim. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás pra mim o único no mundo. E eu serei para ti a única no mundo...

Mas a raposa voltou a sua idéia:
-Minha vida é monótona. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei o barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros me fazem entrar debaixo da terra. O teu me chamará para fora como música. E depois, olha! Vês, lá longe, o campo de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelo cor de ouro. E então serás maravilhoso quando me tiverdes cativado. O trigo que é dourado fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento do trigo...

A raposa então calou-se e considerou muito tempo o príncipe:
- Por favor, cativa-me! disse ela.
- Bem quisera disse o príncipe, mas eu não tenho tempo. Tenho amigos a descobrir e mundos a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não tem tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres uma amiga, cativa-me!
- Os homens esqueceram a verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer."

mercredi 18 mars 2009

As Pessoas Tem Estrelas


O sentimento do irreparável gelou-me de novo. E eu compreendi que não podia suportar a idéia de nunca mais escutar esse riso. Ele era para mim como uma fonte no deserto.
- Meu bem, eu quero ainda escutar o teu riso...Mas ele me disse:
- Faz um ano esta noite. Minha estrela se achará justamente em cima do lugar onde eu caí o ano passado...
- Meu bem, não será um sonho mau essa história d serpente, de encontro marcado, de estrela?Mas não respondeu à minha pergunta. E disse:
- O que é importante, a gente não vê...
- A gente não vê...
- Será como a flor. Se tu amas uma flor que se acha numa estrela, é doce, de noite, olhar o céu. Todas as estrelas estão floridas.
- Todas as estrelas estão floridas.
- Será como a água. Aquela que me deste parecia música, por causa da roldana e da corda... Lembras-te como era boa?
- Lembro-me...
- Tu olharás, de noite, as estrelas. Onde eu moro é muito pequeno, para que eu possa te mostrar onde se encontra a minha. É melhor assim, Minha estrela será então qualquer das estrelas. Gostarás de olhar todas elas... Serão, todas, tuas amigas. E depois, eu vou fazer-te um presente...Ele riu outra vez.
- Ah! meu pedacinho de gente, meu amor, como eu gosto de ouvir esse riso!
- Pois é ele o meu presente... será como a água...
- Que queres dizer?
- As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. mas todas essas estrelas se calam. Tu, porém, terás estrelas como ninguém...
- Que queres dizer?
- Quando olhares o céu de noite, porque habitarei uma delas, porque numa delas estarei rindo, então será como se todas as estrelas te rissem! E tu terás estrelas que sabem rir!

vendredi 13 mars 2009

Livin' La Vida Loca


"..Your mind is in disturbia It's like the darkness is the light Disturbia.. am I scaring you tonight your mind is in disturbia ain't used to what you like Disturbia, Disturbia..." Disturbia, Rihanna.





Eu acabo de concluir que eu tenho um imã que atrai gente bizarra(--'); é sério já me aconteceu cada parada que se contar ninguém acredita. Perdi a conta de quantas vezes já fui abordado ou me deparei com sugeitos(as) estranhos no mais pleno sentido da palavra. Por exemplo, a mulher de ananindeua que toda quarta me para na frente de um local qualquer pedindo dinheiro para voltar para casa - a pé eu já estaria lá, o velhote que empurra 2 carrinhos de madeira cheio de água caso ocorra o Apocalípsi ou uma Guerra Nuclear, um coléga de escola que me perseguiu por 3 anos insistindo em ser meu "brow", me ensinar a arte de ser um fumante ativo e alcoolatra inveterado; a tia da Praça da República que andava nua dançando Reggae, o homem que me pedia dinheiro porque havia sido expulso da casa dele, um apartamento no 17º andar de um prédio - sendo que o prédio que ele me mostrou tiva só 11 andares -, o meu ex-vizinho que creio eu ter um leve, não moderado, não um sério disturbio de personalidade pois ele ri sozinho e de vez em quando nos encarava com um olhar meio "Psicose".

Outro dia eu e o David iamos em um ônibus lotado para a vigilância, sentei ao lado de um homem de boné e um policial do tamanho de um elefante. A cadeira da frente vagou e eu ia sentar quando um ser apareceu do nada, sentou e começou a papear com o cara de boné; tive que ouvir por 1h e 30min conversas sobre namoricos, orgias e garotinhas que caim no "Conto do Vigário" de ambos - coisas de homem querendo dar uma de Jiromba na frente de outro -, foi constrangedor e humilhante até porque o policial "fat family" roncava e tava babando.

Só tem um detalhe, acho que cada um de nós tem um Ser bizarro aqui dentro, cada um de nós é meio estranho e excêntrico ao seu modo. Meus amigos obrigatoriamente tem que ter um nível de loucura que varia do leve ao moderado, por isso eu digo: " Viva a locura que nos torna felizes."

"Insanos tomam conta da cidade, psicopatas escondem sua real identidade, cérebros pensantes anunciam a transição... mutantes e bizarros invandiram a estação. O mundo já está todo distorcido, meninos mal criados rebeldes e agressivos tá nao hora de acabar com essa armação, mutantes e bizarros invadiram a estação...." Mutantes & Bizarros by Cezão.

Perfume É Bom E Eu Gosto


Eu sou uma pessoa um tanto exigente no quesito cheiro - próprio e alheio -, uso os melhores perfumes não para aparecer e sim porque isso faz eu me sentir bem e faz com que as pessoas ao meu redor gostem da minha presença (Artificios da Manipulação Vol. 3). Uma vez fiquei apaixonado por uma garota só por causa do cheiro dela então não se espante se eu começar cheira você... hahahhaahah! Ai vai uma lista de meus perfumes favoritos:

1 - Friends Masculino (Moschino)
2 - Burberry Weekend Masculino (Burberry)
3 - Clinique Elixir Femenino (Clinique)
4 - Fahrenheit (Dior)
5 - Femme Individuel (Mont Blanc)
6 - Starwalker (Mont Blanc)
7 - Insencé (Givenchy)
8 - CK ONE Summer Unissex 2008
9 - CK ONE Summer Unissex 2007
10 - Arpége Feminino

" Smells like a teen spirit."

mercredi 14 janvier 2009

Time is MOney, Oh yeah..

Uns duzentos anos atrás Benjamin Franklin revelou para o mundo o segredo do seu sucesso: "Nunca deixe para amanhã o que você pode fazer hoje." Isto veio do homem que decobriu a eletricidade; é de se pensar que mas gente ouviria o que ele tem a dizer.
Não sei porque adiamos as coisas mas se tivessemos que adivinhar diria que tem muito a ver com medo, medo do fracasso, medo da dor, medo da rejeição. Às vezes o medo é só de tomar uma decisão; pois e se você estiver errado? Se estiver cometendo um erro que não pode consertar?
Do que quer que tenhamos medo, uma coisa é certa, quando a dor causada por não se fazer uma coisa fica pior que o medo de fazê-la, parece que carregamos um grande tumor; pensa que estou falando metaforicamente?

"Deus ajuda que cedo madruga"... "Assa-se o pão enquanto o forno está quente"... "Quem vacila está perdendo".... " Foi na feira, perdeu a carteira".
Não dá para fingir que ninguém não nos avisou, ouvimos os provérbios, os filósofos, ouvimos nossos avós nos avisarem sobre o tempo perdido, ouvimos os os malditos poetas nos nos urgindo a aproveitar o dia. Mesmo assim às vezes precisamos ver com nossos próprios olhos, temos de cometer nossos próprios erros, temos de aprender nossas próprias lições, temos de varrer as possibilidades de hoje debaixo do tapete do amanhã até não podermos mais, até finalmente compreendermos o que Benjamin Franklin quis dizer.

"Saber é melhor que imaginar, acordar é melhor que dormir e até mesmo o pior fracasso, até o pior e mas irremediável erro é mil vezes melhor do que nunca ter tentado."

mardi 30 décembre 2008

Corrida?




Vivemos nossas vidas numa unidade global que chamamos de Planeta Terra; 7 dias por semana, 24 horas por dia, passamos mais tempos juntos de pessoas que sozinhos. Após certo tempo essa unidade torna-se um estilo de vida:


Número Um: Conte todos os pontos.

Número Dois: faça o possível para ser mais esperto que os outros.

Número Três: Não faça amizade com o inimigo.

Número Quatro: Quem te disser que vencer não é tudo, ou quer te desanimar ou nunca provou o gosto da vida.

Mas há outra maneira de sobreviver a essa competição, uma maneira que parece que ninguém te diz, que você tem que aprender por si mesmo:
Número Cinco: Não se trata de corrida, nada disso, não há vencedores e perdedores, basta você contar as suas vitórias pelo número de vidas que faz feliz, que você salvou; e de vez em quando, se for esperto, a vida que faz feliz e salva pode ser a sua!